plutao astrologia

Plutão

No dia 24 de julho deste ano, a Nasa divulgou as primeiras fotos inéditas de Plutão. As imagens, que foram feitas pela sonda New Horizons, revelam a atmosfera de Plutão iluminada pelo Sol, que fica atrás do planeta. Foram mais de nove anos até chegar este dia, em que a New Horizons atingiu a distância mais próxima de Plutão: 12,5 mil quilômetros.  A sonda foi lançada em 2006, a bordo do foguete Atlas, e viajou por quase 5 bilhões de quilômetros (distância entre Plutão e o planeta Terra). Primeiro, ela fez uma parada em Júpiter para usar a gravidade do planeta como estilingue para acelerar sua velocidade. Desde então, ficou em repouso no espaço até que foi reativada, em dezembro do ano passado.

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Como se não bastasse a aproximação ao planeta, a missão ainda revelou grandes surpresas para a comunidade de cientistas e astrônomos. Nigel Henbest, astrônomo britânico da Universidade de Leicester, revelou à BBC seu espanto com as fotos. “Eu pensava que esta missão poderia terminar como uma das mais chatas do mundo, e que Plutão acabaria sendo como nossa Lua ou Mercúrio, um planeta cheio de crateras em que nada acontece”. Nigel, e quase todo mundo, estavam errados. Plutão, pequeno em seu tamanho, guarda grandes mistérios e pode ser usado como chave para entender grandes enigmas do universo.

Veja alguns dos fatos que encantaram aos cientistas ao redor do mundo:

– Ao primeiro olhar, um dos traços que mais surpreendeu aos pesquisadores foi a topografia acidentada de Plutão. Nas imagens é possível enxergar os extremos da região, que tem forma de coração e cerca de 3.300 metros, altitude superior à dos Alpes na Europa ou à das Montanhas Rochosas no oeste dos Estados Unidos. Essa estrutura faz com que os cientistas acreditem que elas se formaram a partir de água congelada do subsolo.

– Nada de crateras na superfície de Plutão. São as crateras que permitem aos astrônomos determinar a idade de uma superfície. Quando o local é muito antigo, terá marcas deixadas por impactos de colisões e se for mais novo será mais liso, porque a formação recente apaga as impressões anteriores. As imagens mostram um terreno que deve ter passado por processos nos últimos 100 milhões de anos, tempo extremamente jovem, já que o Sistema Solar tem 4,5 bilhões de anos.

– A Caronte, sua maior lua, também deixou os cientistas perplexos. Nas imagens é possível enxergar penhascos tão profundos quanto os do Grand Canyon, no oeste dos Estados Unidos.

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