universo astrologia

O universo e nosso cotidiano

Já parou pra pensar que a maioria das coisas que acontecem em nossas vidas nós nem conseguimos explicar? Que o acaso é muito mais presente que a ordem? Parece loucura, mas a sua vida poderia tomar um rumo completamente diferente se você entrar às 7h20 no metrô e não às 7h15. Você poderia chegar atrasado ao trabalho, ser assaltado, conhecer o seu melhor amigo ou a sua futura namorada. Isso tudo sem você ter a menor ideia do que está prestes a acontecer.

E você pensa que o universo é diferente? Pois saiba que ele é tão imprevisível e misterioso quanto o seu seu cotidiano. Na verdade, a própria fábrica do cosmos é feita de incertezas. Não acredita? Então olha só: cerca de 95% do universo é composto de matéria escura. E talvez você se pergunte: mas o que é matéria escura? Essa é precisamente a questão: ninguém sabe. O que se sabe é apenas o que está explícito no nome. Essa parte tão importante do universo é matéria porque é possível medir sua existência através da força gravitacional exercida por ela e é escura porque não emite luz. Como atualmente a única forma de observar corpos no espaço é feita através de luz ou algum outro tipo de radiação eletromagnética, para todos os efeitos, a matéria escura é invisível. Algo que não conseguimos enxergar, mas sabemos que está lá. Justamente por isso, é muito difícil estudá-la.

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Podemos ligar o começo do estudo da matéria negra como o astrônomo húngaro Fritz Zwicky, que, na década de 1930, ao calcular a massa de certas galáxias, constatou que elas tinham quatrocentas vezes o tamanho que deveriam ter pelas estrelas que possuíam. Essa diferença colossal é por causa da matéria escura. É difícil de acreditar, mas as estrelas e os astros representam uma parte muito pequena do universo se comparados à matéria escura.

Por fim, é claro que algo tão misterioso quanto a matéria escura é responsável por diversas teorias tentando explicar a sua constituição. Atualmente, o considerado mais provável é que ela seja composta de partículas subatômicas, ou seja, menores que prótons, elétrons e nêutrons e indetectáveis pelos métodos hoje empregados pelos cientistas. E para quem acha que a matéria escura tem algo a ver com o buraco negro: a semelhança fica só no nome. Enquanto a matéria escura é parte componente do universo desprovida de luz, o buraco negro é um objetivo astrofísico com gravidade tão forte que suga até a luz para seu interior.

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